Análisis

Legalização de apostas no Brasil: análise sobre a importância do jogo responsável

Quarta-feira 02 de Abril 2025 / 12:00

⏱ 3 min de lectura

(Brasilia).- Especialistas em saúde e justiça debatem as consequências da legalização dos jogos de azar, em um contexto em que a indústria do jogo gera mais empregos para a população brasileira.

Legalização de apostas no Brasil: análise sobre a importância do jogo responsável

Controlar o Jogo

O mundo das apostas desperta emoções variadas, mas também divide opiniões. Sobram argumentos em favor da legalização dos jogos no país, seja pelo pagamento de impostos, pela geração de empregos ou pela ampliação das opções de lazer. Mas há também quem se preocupe com os excessos, que podem levar a dificuldades financeiras, distúrbios de saúde e problemas familiares. Em ambos casos é preciso mais controle.

Entidades que se articularam pela legalização no país defendem o jogo responsável, com controle sobre quem aposta (uso de CPF e exigência de maioridade), tributação e regras claras a serem seguidas por empresas registradas. Especialistas em saúde e Judiciário preocupam-se com os efeitos físicos, psíquicos e sociais das apostas, que podem levar à ludopatia (vício).

“Queremos que o mercado esteja sob regras. Isso traz proteção ao esporte, às pessoas e aos cofres públicos”, diz André Gelfi, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

Ele reforça que não há “bala de prata” para resolver a ludopatia, mas aponta a relevância do uso de dados para monitorar comportamentos de risco: “É fundamental que as plataformas identifiquem padrões que possam indicar problemas, como alterações financeiras significativas, e ofereçam meios de autoexclusão e orientação.”

Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), cita a importância da conscientização: “A ANJL tem feito campanhas nas redes sociais para educar apostadores quanto à função principal dos jogos on-line: diversão e não meio de ganhar dinheiro ou fonte de renda.”

Controle do governo

Com a regulamentação que entrou em vigor em janeiro deste ano, o Ministério da Fazenda impôs regras e restrições ao mercado. Mas a área de saúde não foi contemplada como deveria na discussão, diz Carolina Costa, psiquiatra do serviço oferecido pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ): “é um problema que pede discussão além-fronteiras, como na Convenção do Controle do Tabaco, assinada por mais de 180 países, e que o Brasil implementou, tendo benefícios que quase país nenhum teve.

O que está valendo no Brasil hoje

Bets: Em 2018, o Congresso Nacional aprovou o projeto que legalizou as apostas de quota fixa em eventos esportivos (bets), que acabou se transformando na Lei 13.756. Houve, porém, um longo intervalo de tempo sem que a atividade fosse regulamentada, o que só ocorreu no ano passado.

Cassinos on-line: Em 2019, os cassinos on-line começaram ganhar espaço no Brasil, por meio de sites estrangeiros, aproveitando-se de uma brecha legislativa. Após um período na zona cinzenta da lei, a atividade foi liberada pela Lei 14.790/2023, exigindo que as empresas tenham sede e administração no país e se sujeitem às regras do Ministério da Fazenda. Em 2024, os jogos do Tigrinho e do Aviãozinho foram liberados nessas plataformas.

Outros jogos: Já a liberação e a ampliação de outros jogos de azar — como cassinos físicos, bingos, jogo do bicho e corridas de cavalo — está prevista no Projeto de Lei 2.234/2022, que ainda depende de aprovação no plenário do Senado, o que deverá acontecer em 2025.

Corridas de cavalos têm regras específicas

A Lei 7.291, de 1984, estabeleceu que as corridas de cavalo no Brasil, com exploração de apostas, somente seriam permitidas para suprir os recursos necessários à coordenação e à fiscalização da equideocultura (criação e manejo de animais), por meio da Comissão Coordenadora da Criação do Cavalo Nacional (CCCCN). Portanto, as apostas hoje só podem ser feitas em dependências de hipódromos, sedes ou subsedes sociais das entidades turfísticas e por agências e agentes credenciados.

Por Ana Clara Veloso, Caroline Nunes, Gustavo Silva e Marcos Furtado 

Categoría:Análisis

Tags: Sin tags

País: Brasil

Región: Sudamérica

Eventos

SiGMA North America 2026

01 de Setembro 2026

“Nosso foco de crescimento está no México e no restante da LatAm”, Alberto Alfieri, Co-Founder da Blokotech

(Cidade do México, Exclusivo SoloAzar).- Após o sucesso na SiGMA North America — onde conquistou o prêmio Best Casino Platform 2026 — o cofundador da Blokotech aborda as oportunidades de crescimento no México e na região. Ele também destaca as mais recentes inovações da plataforma impulsionadas por IA e apresenta as próximas etapas da estratégia de expansão da empresa.

Terça-feira 22 Sep 2026 / 12:00

SiGMA North America examina o paradoxo da receita dos VIPs

(Cidade do México, Exclusivo SoloAzar).- Na SiGMA North America 2026, na Cidade do México, a conferência “The VIP Paradox: Emotional Intelligence vs. Revenue Pressure” reuniu Beatriz Melges, Regional Director da BetConstruct AI; Rodrigo Ripol, Business Development Officer da AHIS; Erick Sapien, Country Manager da BC.GAME; e Thomas Carvalhaes, Founder e CEO da TC iGaming Advisors LATAM, para examinar o equilíbrio entre gestão de VIPs, geração de receita, proteção dos jogadores e inteligência emocional.

Terça-feira 22 Sep 2026 / 12:00

Rocío Moitino, da Ready Play Gaming, analisa visita à SiGMA North America

(Cidade do México, SoloAzar Exclusivo).- Após visitar a SiGMA North America, Rocío Moitino, Head of Sales, Latin America da Ready Play Gaming, analisou as oportunidades do mercado mexicano e as novas demandas dos operadores. A executiva destacou a importância de combinar produto, distribuição e estratégia comercial, além do potencial de formatos alternativos aos slots tradicionais.

Segunda-feira 21 Sep 2026 / 12:00

SUSCRIBIRSE

Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos

Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.