Análisis

Mais de 15 anos na ICE: aprendizados reais

Quinta-feira 15 de Janeiro 2026 / 12:00

⏱ 3 min de lectura

Cristian Galarza, CEO da ASAP Américas, compartilha sua experiência e reflexão após anos acompanhando visitantes e expositores na ICE, analisando de perto como esses encontros antecipam os rumos da indústria de gaming.

Mais de 15 anos na ICE: aprendizados reais

Quem precisa dormir quando se está na ICE?

Há semanas em que o relógio fica em segundo plano. A semana da ICE, durante anos realizada em Londres e agora em Barcelona, é uma delas.

Durante esses dias, a indústria de land based gaming opera em outro ritmo: agendas que começam cedo, reuniões que se encadeiam sem pausa, estandes que não param, eventos que se sobrepõem e conversas que continuam muito depois de as luzes do pavilhão se apagarem. A ICE não é apenas uma feira. É um ecossistema em funcionamento constante.

Para quem ainda não a conhece, a ICE (International Casino Exhibition) acontece atualmente em Barcelona e reúne fabricantes, operadores, fornecedores de tecnologia, reguladores e parceiros estratégicos de todo o mundo. Gaming físico, apostas, meios de pagamento, tecnologia e regulação convivem no mesmo espaço… e na mesma agenda.

Como CEO da ASAP Américas, há mais de 15 anos acompanho visitantes e expositores em feiras como a ICE. A cada edição, além de absorver inovações e ideias disruptivas, reforço a convicção de que esses eventos não são apenas encontros sociais: são um termômetro claro de para onde a indústria está indo.

O que se aprende caminhando

A ICE é vivida caminhando quilômetros de corredores. Literalmente. De uma reunião técnica a uma conversa informal, de um estande gigantesco a uma mesa improvisada em um café, e dali ao próximo compromisso. Se algo fica claro rapidamente é isto: calçado confortável e algum analgésico para as costas não são opcionais — fazem parte do kit básico.

E, nesse movimento constante, surgem aprendizados muito claros.

Primeiro, que a indústria é profundamente global. Em uma mesma manhã, é possível conversar com um operador latino-americano, um fornecedor europeu e um consultor asiático. Para o comércio exterior, isso se traduz em uma realidade concreta: cada mercado tem regras, prazos e exigências diferentes. Chegar bem preparado não é opcional.

Segundo, que a logística não pode ser rígida. O land based gaming continua dependente de equipamentos, peças de reposição e tecnologia sensível. Tudo isso precisa chegar no prazo, cumprir normas e estar disponível quando o negócio exige. Um atraso não é apenas um problema operacional: é uma sala que não abre, um lançamento que atrasa ou uma oportunidade que se perde.

Terceiro, que as feiras continuam sendo insubstituíveis. Em um mundo de e-mails, chamadas e videoconferências, a ICE coloca rostos nos nomes. Relações que levaram anos de trocas digitais se consolidam cara a cara. E muitas novas começam com uma conversa casual — às vezes em pé, mochila nas costas e café na mão — que meses depois se transforma em um projeto concreto.

Muito mais do que estandes e reuniões

A ICE também é intensidade. Dias longos, noites agitadas e uma agenda social que corre em paralelo à comercial. Mas não é apenas barulho: é entender para onde a indústria caminha, quais temas se repetem (regulação, compliance, inovação responsável) e quais começam a ganhar protagonismo.

Da nossa perspectiva, tudo isso leva a uma mesma conclusão: as empresas que melhor performam são aquelas que integram estratégia, operação e logística. Não basta vender bem. É preciso se mover, cumprir e planejar.

Olhando para a ICE Barcelona 2026

A ICE Barcelona 2026 já está próxima. De 19 a 21 de fevereiro, a indústria volta a se encontrar e, como sempre, o movimento não se limita ao pavilhão. Para a ASAP Américas, é mais uma oportunidade de seguir lendo o pulso do mercado, entender necessidades reais e acompanhar nossos clientes com uma visão prática do comércio exterior.

Porque, no fim do dia — ou da noite — a ICE deixa algo muito claro: o mundo continua girando, os negócios não param e estar preparado faz toda a diferença.

Categoría:Análisis

Tags: ASAP,

País: Argentina

Región: Sudamérica

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