ANJL leva ao STF disputa contra restrições à publicidade de bets no Rio Grande do Sul
Terça-feira 19 de Maio 2026 / 12:00
⏱ 3 min de lectura
(Brasília).- A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) ingressou no Supremo Tribunal Federal (STF) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para contestar a Lei 16.508/2026, do estado do Rio Grande do Sul, que estabelece restrições à publicidade de operadores de apostas esportivas. A entidade sustenta que a norma estadual invade competências exclusivas da União e cria conflitos com a regulamentação federal atualmente aplicada ao mercado brasileiro de bets.
Entidade questiona competência do estado para legislar sobre bets
A legislação gaúcha foi sancionada pelo governador Eduardo Leite em 24 de abril, após aprovação de projeto apresentado pelo deputado estadual Tiago Simon. Entre outros pontos, a norma limita horários e espaços para divulgação de publicidade de casas de apostas, além de impor alertas obrigatórios relacionados a dependência e superendividamento.
A ANJL argumenta que as apostas de quota fixa se enquadram juridicamente como modalidade lotérica e, portanto, somente a União teria competência para editar normas sobre o tema.
Nos autos da ADI, a associação afirma que a lei estadual viola dispositivos do artigo 22 da Constituição Federal ao tratar de loterias, publicidade, telecomunicações e responsabilidade civil.
“Se a competência legislativa sobre sistemas de consórcios e sorteios é privativa da União, então somente o Congresso Nacional pode editar normas primárias sobre a matéria”, sustenta a entidade.
Conflito com regulamentação federal está entre os argumentos
Outro ponto central da ação envolve divergências entre a norma estadual e regras já estabelecidas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA) do Ministério da Fazenda.
A ANJL cita especificamente a Portaria 1.231/2024, que determina que mensagens de advertência em anúncios de apostas ocupem no mínimo 10% do espaço publicitário. A lei do Rio Grande do Sul, por sua vez, exige que esses alertas preencham pelo menos 15% da área do anúncio.
Segundo a entidade, a coexistência de exigências distintas comprometeria a uniformidade regulatória do setor em nível nacional.
Restrições de publicidade e patrocínio também são contestadas
A legislação estadual determina ainda que apenas operadores oficialmente patrocinadores de eventos esportivos possam exibir publicidade em estádios e ginásios. Empresas sem contratos de patrocínio ficariam impedidas de anunciar nesses locais.
Para a ANJL, a medida cria assimetria competitiva e pode favorecer a formação de oligopólios dentro do mercado regulado de apostas.
A associação também critica a limitação horária imposta à publicidade audiovisual, autorizada apenas entre 21h e 6h em televisão aberta, TV por assinatura, streaming e rádio.
“Trata-se, em sua substância, de uma regra de classificação indicativa com caráter compulsório”, argumenta a entidade no processo.
Debate envolve livre concorrência e ordem econômica
Além das questões constitucionais, a ANJL sustenta que a lei viola princípios da ordem econômica previstos na Constituição, especialmente aqueles ligados à livre concorrência.
Segundo a entidade, regras publicitárias consideradas “assimétricas e míopes” podem afetar a competitividade entre operadores autorizados pela União e comprometer o desenvolvimento equilibrado do mercado brasileiro de iGaming.
SPA já indicou possível inconstitucionalidade da norma
De acordo com informações publicadas pelo portal Jota, a própria Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda já havia sinalizado preocupação com a constitucionalidade da legislação gaúcha.
O órgão afirmou entender que apenas o Congresso Nacional possui competência para legislar sobre publicidade de apostas esportivas, “para garantir uniformidade em todo o país”.
A SPA também destacou que órgãos federais competentes, como a Advocacia-Geral da União, poderiam atuar para questionar judicialmente a norma estadual.
O caso tramita no STF sob o número ADI 7971 e está sob relatoria da ministra Cármen Lúcia.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
Eventos
BiS SiGMA South America 2026
06 de Abril 2026
Viviana David discute a estratégia de crescimento da IGT PlayDigital na LATAM
(São Paulo, Exclusivo SoloAzar).- Durante BIS SIGMA South America, Viviana David, Head of Commercial LATAM da IGT PlayDigital, compartilhou perspectivas sobre a visão da empresa para o Brasil e o mercado latino-americano em geral. Nesta entrevista, ela comenta as oportunidades que impulsionam a participação da IGT, as conexões comerciais estabelecidas e como as soluções digitais inovadoras estão moldando o futuro do iGaming em toda a região.
Fast Track apresenta inovação em CRM impulsionada por IA na BIS Sigma South America 2026
(São Paulo, Exclusivo SoloAzar).- Na recente edição da BIS Sigma, a Fast Track destacou como suas soluções de CRM orientadas por IA estão remodelando as estratégias dos operadores no recém-regulamentado mercado de iGaming do Brasil. Muriel Le Senechal, Regional Commercial Manager para LatAm, compartilhou insights sobre a mudança da indústria da aquisição para a retenção, enfatizando o papel da automação, personalização e engajamento em tempo real na promoção de um crescimento sustentável.
Leonardo Baptista, da Pay4Fun, sobre a BiS SiGMA South America 2026: Regulação, maturidade do mercado e as crescentes oportunidades no Brasil
(São Paulo, Exclusivo SoloAzar).- Nesta entrevista na BiS SiGMA South America 2026, Leonardo Baptista, CEO e cofundador da Pay4Fun, compartilha insights sobre a importância estratégica do evento para a indústria de jogos da América Latina. Ele destaca a crescente maturidade das discussões regulatórias, o foco cada vez maior em compliance e sustentabilidade, e as oportunidades em expansão no Brasil — um dos mercados regulados mais promissores globalmente.
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.
