Boulos pressiona por queda dos juros e associa impacto das “bets” à perda de renda das famílias no Brasil
Quarta-feira 18 de Março 2026 / 12:00
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(Brasília).- O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, voltou a colocar o mercado de apostas esportivas no centro do debate econômico ao afirmar que, junto com os altos juros, as “bets” têm drenado recursos das famílias brasileiras. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, em meio às expectativas por decisões do Copom sobre a taxa Selic.
Durante a entrevista concedida nesta terça-feira (17), Boulos fez um apelo direto ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para que reduza a taxa básica de juros. Segundo o ministro, o atual cenário econômico impõe um duplo peso sobre a população: o custo do crédito e o avanço das apostas online.
“Hoje tem duas coisas que drenam dinheiro das famílias trabalhadoras: bets e juros”, afirmou. Para ele, o crescimento do setor de apostas, aliado a taxas de juros elevadas, reduz o poder de consumo e compromete a renda disponível, especialmente entre as classes mais baixas.
A menção às “bets” reforça a crescente preocupação dentro do governo brasileiro com o impacto social e econômico do mercado de jogos de azar online, que vem passando por um processo de regulamentação e expansão acelerada no país.
Diálogo social e desafios regulatórios
Boulos também destacou que o tema das apostas possui forte sensibilidade em setores religiosos, particularmente entre comunidades evangélicas. Ele reconheceu as dificuldades de diálogo entre o governo e esses grupos, mas ressaltou a importância de reconstruir pontes.
O ministro defendeu a necessidade de ampliar o debate público sobre o tema, considerando não apenas os aspectos econômicos, mas também sociais, em um momento em que o Brasil avança na estruturação regulatória do setor de iGaming.
Impacto social e agenda trabalhista
Além das críticas ao sistema financeiro e às apostas, Boulos abordou questões relacionadas ao mercado de trabalho. Ele classificou como “epidemia” o aumento de casos de burnout, estresse e fadiga, atribuindo o problema à atual jornada laboral.
Nesse sentido, defendeu a redução da carga horária como uma medida que poderia melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, permitindo maior convivência familiar e equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
A fala do ministro ocorre em um contexto no qual o Brasil busca equilibrar crescimento econômico, regulação do setor de apostas e proteção ao consumidor — temas que seguem no radar da indústria global de jogos de azar.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
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