Brasil: bets deixam de operar hoje após medida provisória
Terça-feira 06 de Outubro 2026 / 12:00
⏱ 4 min de lectura
(Brasília).- Sites e aplicativos de apostas de quota fixa deixam de operar no Brasil nesta terça-feira (6), após a entrada em vigor da Medida Provisória nº 1.394/2026, que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade desse tipo de aposta no país. Segundo o Ministério da Fazenda, R$ 1,33 bilhão ainda aguardava resgate nas plataformas até a segunda-feira (5).
Suspensão das bets entra em vigor nesta terça-feira
A proibição determinada pelo governo federal passa a produzir efeitos hoje, 6 de outubro, após o encerramento, na segunda-feira, do prazo para que os apostadores retirassem voluntariamente os valores disponíveis nas plataformas.
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Fazenda, R$ 775,6 milhões foram sacados pelos usuários desde sábado (26), um dia após a publicação da MP. No mesmo período, o número de CPFs com saldo positivo nas plataformas caiu de 28,9 milhões para 26,54 milhões, uma redução de 2,36 milhões.
Apesar dos resgates realizados, R$ 1,33 bilhão permanecia nas plataformas até a tarde de segunda-feira (5). O prazo para retirada voluntária terminou às 23h59 daquele dia.
Movimentação financeira também é afetada
A medida também provocou uma redução significativa no fluxo financeiro associado às apostas esportivas e aos jogos de quota fixa.
Na sexta-feira (2), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que, desde a edição da MP, “um montante de R$ 600 milhões deixou de ser enviado por dia para contas” de casas de apostas, segundo dados do Banco Central.
De acordo com o ministro, parte desses recursos passou a ser direcionada para outros setores da economia.
Como será feita a devolução dos saldos restantes
Os apostadores que não conseguiram retirar seus recursos dentro do prazo de resgate voluntário não perderão automaticamente os valores. A MP estabelece um cronograma para a restituição dos saldos remanescentes.
Entre os dias 7 e 8 de outubro, as empresas deverão comunicar às instituições financeiras os valores que permaneceram nas plataformas, discriminados por CPF. Na sequência, entre 9 e 14 de outubro, os bancos deverão realizar a devolução aos respectivos apostadores.
Caso exista algum impedimento para a restituição, os recursos serão transferidos, a partir de 14 de outubro, para a Caixa Econômica Federal. A instituição ficará responsável por realizar a devolução dos valores aos usuários.
Cronograma para os apostadores
- Até 23h59 de 5 de outubro: prazo para retirada voluntária dos valores nas plataformas.
- A partir de 6 de outubro: sites e aplicativos de bets deixam de operar.
- 7 e 8 de outubro: empresas informam aos bancos os saldos não retirados, discriminados por CPF.
- De 9 a 14 de outubro: bancos realizam a devolução dos valores aos apostadores.
- A partir de 14 de outubro: recursos cuja restituição encontrar algum impedimento serão transferidos à Caixa Econômica Federal.
Setor de apostas recorre ao STF contra a proibição
Enquanto a suspensão começa a valer nesta terça-feira, entidades que representam o setor de jogos e apostas aguardam uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as ações apresentadas contra a MP.
O ministro Luiz Fux será o relator dos processos que questionam a medida do governo federal. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) e a Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) solicitaram ao STF a suspensão dos efeitos da MP.
As entidades pedem que a proibição seja interrompida até que o Congresso Nacional conclua a análise da medida ou até que o Supremo julgue definitivamente o caso.
Entidades questionam urgência e segurança jurídica
No pedido encaminhado ao ministro Fux, as associações argumentam que a proibição tem efeitos imediatos e de difícil reversão. Também sustentam que o governo não teria demonstrado a urgência necessária para promover uma mudança dessa magnitude por meio de uma medida provisória.
Outro ponto levantado pelo setor é a segurança jurídica. As entidades afirmam que as empresas autorizadas a operar no mercado brasileiro realizaram investimentos e cumpriram exigências regulatórias estabelecidas pelo próprio governo.
O Executivo, por sua vez, defende que a proibição tem como objetivo conter impactos sociais e econômicos relacionados às apostas, incluindo o endividamento das famílias e problemas associados à dependência em jogos.
MP ainda precisa passar pelo Congresso
Apesar de a proibição das bets começar a valer hoje, a MP nº 1.394/2026 ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional.
O Legislativo terá até 120 dias para avaliar o texto e decidir sobre sua conversão definitiva em lei. Enquanto isso, o setor de apostas acompanha também a tramitação das ações no STF, que poderá determinar mudanças nos efeitos da medida adotada pelo governo.
Para o mercado regulado de apostas brasileiro, a decisão marca uma mudança imediata no cenário construído após a implementação do regime de autorização para as bets, enquanto empresas, entidades setoriais e apostadores aguardam os próximos passos no Congresso e no Supremo.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
Eventos
SBC Summit 2026
29 de Setembro 2026
Vladimir Dokov é reconhecido como Leader of the Year no SBC Awards 2026
Terça-feira 06 Oct 2026 / 12:00
R. Franco Digital: inovação e posicionamento no SBC Summit 2026
Terça-feira 06 Oct 2026 / 12:00
Belatra Games destaca participação no SBC Summit 2026
Terça-feira 06 Oct 2026 / 12:00
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.