Legislacion

Ministro Marinho defende proibição das bets no Brasil

Quarta-feira 05 de Agosto 2026 / 12:00

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(São Paulo).- O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a defender a proibição das apostas no Brasil, afirmando que a atividade tem contribuído para o aumento do endividamento, do adoecimento mental e da perda de produtividade entre trabalhadores. As declarações foram feitas durante um evento em São Paulo e ampliam o debate sobre os impactos sociais do mercado de apostas em meio ao avanço da regulamentação do setor.

Ministro Marinho defende proibição das bets no Brasil

Ministro propõe proibição das apostas para combater a ludopatia

Durante participação no Summit Mulheres Profissões, realizado na terça-feira (4), Luiz Marinho afirmou que a melhor solução para enfrentar os problemas relacionados às apostas seria impedir a atividade no país por meio de uma legislação específica.

Segundo o ministro, a crescente incidência de ludopatia tem provocado consequências econômicas e sociais relevantes, afetando tanto os trabalhadores quanto as empresas.

"Certo mesmo é proibir, é acabar, porque se está trazendo adoecimento, empobrecimento e endividamento, é um problema sério”, declarou.

Marinho acrescentou que a decisão depende exclusivamente do Congresso Nacional.

“Tem que cortar o mal pela raiz e cortar o mal pela raiz é proibir isso no Brasil, e para isso precisa de lei. Só que quem pode criar, decidir, é o Congresso Nacional.”

Debate sobre bets chega à política trabalhista

O ministro relacionou o crescimento das apostas ao aumento dos riscos psicossociais no ambiente corporativo, defendendo que empresas adotem políticas preventivas para reduzir os impactos da dependência em jogos sobre seus colaboradores.

Segundo Marinho, o tema deve integrar as estratégias de saúde ocupacional previstas na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que estabelece diretrizes para a gestão de riscos no ambiente de trabalho.

NR-1 é apontada como ferramenta de prevenção

Governo defende implementação das novas exigências

A atualização da NR-1 determina que empregadores realizem o mapeamento dos riscos psicossociais no ambiente laboral. De acordo com o ministro, fiscais do Ministério do Trabalho já estão orientando empresas sobre a adoção das novas medidas.

Marinho criticou, porém, entidades empresariais que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ampliar o prazo antes da aplicação de penalidades.

“Nós estamos instituindo, a partir da NR-1, todo processo de análise do mercado de trabalho e do ambiente. Cobramos responsabilidade dos empregadores. Agora o que faz os empregadores, os vários segmentos da economia? Entram no Supremo Tribunal Federal para não implantar a NR.”

STF adia autuações, mas mantém validade da norma

O ministro explicou que a decisão do ministro André Mendonça, do STF, apenas suspendeu temporariamente a aplicação de multas por 90 dias, sem interromper a vigência da norma.

“O Supremo não proibiu a NR, proibiu a autuação. Há um prazo para dialogar. Espero que as empresas tenham a consideração de entender os processos e implantá-los.”

Marinho afirmou ainda que não vê objeção a uma eventual ampliação do período sem penalidades, desde que as empresas demonstrem avanços concretos na implementação das medidas.

“Não tenho problema nenhum se o ministro decidir que, durante os próximos seis meses, por exemplo, não haja autuação. Mas as empresas precisam demonstrar que estão implantando os processos gradativamente.”

Saúde mental e jornada de trabalho entram na discussão

Além da questão das apostas, o ministro relacionou a saúde mental dos trabalhadores ao debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1.

Segundo Marinho, a manutenção desse modelo também contribui para o adoecimento no ambiente laboral e exige maior comprometimento das autoridades na busca por mudanças.

As declarações do ministro reforçam o aumento das discussões políticas sobre os efeitos das apostas no Brasil. Enquanto o mercado regulado avança sob supervisão federal e amplia iniciativas voltadas ao jogo responsável, diferentes setores do governo seguem defendendo medidas mais rígidas para reduzir os impactos sociais associados à atividade.

Categoría:Legislacion

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País: Brasil

Región: Sudamérica

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