Regulamentação do Jogo Online na Argentina: Enfrentando o Vício e os Riscos
Quarta-feira 27 de Maio 2026 / 12:00
⏱ 4 min de lectura
(Buenos Aires).- O Governo enviou ao Congresso um projeto de lei para regulamentar o jogo online e prevenir a ludopatia, com foco em menores de idade, plataformas ilegais de apostas e publicidade digital. A iniciativa busca estabelecer um marco abrangente para enfrentar comportamentos problemáticos ligados às apostas online.
O Governo da Argentina apresentou ao Congresso um projeto de lei para a regulamentação do jogo online e para combater a ludopatia, com especial ênfase em menores de idade, plataformas ilegais de apostas e publicidade digital relacionada ao jogo.
“Lei de Prevenção da Ludopatia e Regulamentação do Jogo Online”
A iniciativa propõe criar um marco integral de regulamentação para prevenir, abordar e tratar o consumo problemático associado às apostas digitais, além de endurecer os controles sobre operadores e plataformas não autorizadas.
Nos fundamentos do projeto, o Poder Executivo alerta sobre o crescimento sustentado do jogo online e o impacto que isso gera, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens devido ao uso generalizado de dispositivos móveis e redes sociais.
O que diz o projeto do Executivo
“O aumento das apostas e dos jogos de azar, particularmente entre crianças e adolescentes, representa desafios em termos de saúde pública, prevenção do consumo problemático e proteção de grupos vulneráveis”, afirma o projeto enviado ao Congresso.
O projeto possui vários objetivos centrais:
Regulamentação para prevenir a ludopatia e o consumo problemático
Combate às plataformas ilegais de apostas por meio de regulamentação eficaz
Proteção especial aos menores de idade
Restrição da publicidade e promoção do jogo online
Coordenação de ações entre a Nação, as províncias e a Cidade de Buenos Aires
Também promove campanhas de prevenção, programas educativos e assistência para pessoas afetadas pelo jogo compulsivo.
O que é considerado “jogo online”
A iniciativa define jogo online como qualquer atividade realizada pela internet ou dispositivos digitais cujo resultado dependa total ou parcialmente do acaso e conceda prêmios monetários ou equivalentes.
Incluem-se nesta categoria:
Cassinos online
Apostas esportivas
Plataformas digitais de jogos
Jogos de azar oferecidos do exterior
Publicidade e promoção ligadas às apostas online
Penas mais severas para plataformas ilegais
A iniciativa modifica o Código Penal e estabelece penas entre 3 e 6 anos de prisão para aqueles que administrem, explorem ou comercializem jogos online sem autorização oficial. Também prevê penalidades para aqueles que facilitem infraestrutura tecnológica, serviços digitais ou publicidade para plataformas ilegais.
Além disso, incorpora o crime de facilitação ilegal do jogo online, com penas de até 4 anos de prisão para aqueles que colaborarem com operadores clandestinos.
Restrições à publicidade
O projeto também estabelece fortes limitações à publicidade de apostas online.
Fica proibido:
Publicidade de plataformas ilegais
Promoção direcionada a menores de idade
Uso de influenciadores, celebridades ou atletas para promover apostas
Mensagens que relacionem o jogo ao sucesso social ou econômico
Publicidade associada ao consumo de álcool ou tabaco
As restrições se aplicam à televisão, rádio, plataformas digitais, redes sociais, espaços públicos, streaming e qualquer meio de comunicação.
Além disso, o ENACOM poderá ordenar a suspensão imediata de conteúdos ou publicidades que violem a lei.
Controles sobre bancos, carteiras digitais e domínios web
A iniciativa também envolve organismos financeiros e tecnológicos para bloquear operações ligadas ao jogo ilegal.
O Banco Central deverá impedir que bancos, carteiras digitais e provedores de pagamento operem com plataformas não autorizadas, especialmente quando as transações forem realizadas por menores de idade.
Enquanto isso, a Comissão Nacional de Valores Mobiliários poderá exigir controles especiais de provedores de serviços virtuais e empresas fintech para detectar operações suspeitas ligadas às apostas ilegais.
O projeto também autoriza a NIC Argentina a suspender domínios de sites ilegais de apostas online.
Campanhas de prevenção e educação
A lei atribui ao Ministério da Saúde, por meio da SEDRONAR, a coordenação de políticas de prevenção e assistência relacionadas à ludopatia.
As medidas incluem:
Campanhas educativas e de conscientização
Capacitação para professores e famílias
Pesquisas sobre consumo problemático
Produção de estatísticas
Programas de assistência psicológica e de saúde
Os fundamentos do Governo
Na mensagem enviada ao Congresso, o Poder Executivo argumenta que o crescimento das apostas digitais criou “novos desafios de saúde pública” e obriga o Estado a intervir com ferramentas modernas de prevenção e controle.
O Governo destaca que a expansão das plataformas ilegais e a falta de regulamentação coordenada entre jurisdições favoreceram a proliferação do jogo clandestino na internet.
O texto também alerta que a velocidade com que as tecnologias digitais evoluem exige respostas mais rápidas e coordenadas entre organismos nacionais, províncias e plataformas tecnológicas.
“A medida busca consolidar uma abordagem integral que combine prevenção, conscientização, assistência e cooperação institucional”, afirma o projeto assinado por Javier Milei, Manuel Adorni e ministros do Executivo.
Críticas da oposição: “Protegem o negócio do jogo online”
O deputado nacional da Coalizão Cívica, Maximiliano Ferraro, criticou duramente o projeto enviado pelo Governo e acusou a administração de “ficar ao lado do lobby das empresas de apostas”.
“Ludopatia: estão apostando com a saúde e a vida de milhares de crianças e famílias”, escreveu o legislador em suas redes sociais, onde afirmou que a iniciativa “apenas persegue e sanciona o jogo ilegal”, enquanto mantém intacto o funcionamento do negócio formal de apostas online.
Ferraro também argumentou que o projeto não aborda a publicidade constante das plataformas legais nem o impacto das promoções digitais sobre menores de idade e jovens.
Categoría:Legislacion
Tags: Sin tags
País: Argentina
Región: Sudamérica
Eventos
PERU GAMING SHOW – PGS 2026
17 de Junho 2026
Capacitação e jogo responsável: chaves para a indústria de jogos em PGS 2026
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- A importância da capacitação, da prevenção e das ferramentas tecnológicas para promover o jogo responsável foram os principais eixos da conferência “O Valor do Jogo Responsável nas Operações de Jogos de Azar”, apresentada durante o Peru Gaming Show (PGS) 2026 por Fernando Calderón Castro, presidente da Sociedade Nacional de Jogos de Azar (SONAJA). O encontro reuniu representantes da indústria para analisar os desafios atuais do setor e as estratégias necessárias para garantir operações mais seguras, transparentes e sustentáveis.
Quarta-feira 22 Jul 2026 / 12:00
LSports no Peru Gaming Show: fortalecendo presença e abrindo novas oportunidades
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- O Peru Gaming Show nunca foi apenas sobre o estande. Para a LSports, o objetivo era marcar presença em um mercado onde estar presente ainda faz a diferença — e sair do evento com muito mais do que uma lista de contatos. Federico Brancato, Gerente de Vendas para a região LATAM, chegou a Lima com uma visão clara sobre o que os operadores desta parte da América Latina mais precisam neste momento. O que encontrou confirmou essa percepção.
Sexta-feira 17 Jul 2026 / 12:00
Regulamentação e mercado ilegal na América Latina: desafios e soluções
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- No âmbito das conferências do Peru Gaming Show (PGS) 2026, importantes representantes da indústria de jogos analisaram um dos principais desafios enfrentados atualmente pelos mercados regulamentados da América Latina: o crescimento do jogo ilegal. O painel "Regulamentação e mercado ilegal: desafios e soluções" reuniu Carlos Fonseca, CEO da Gaming Law, como moderador; Neil Montgomery, sócio fundador da Montgomery & Associados; Tatiana Vásquez, sócia fundadora da Vázquez Asociados; Karen Sierra Hughes, vice-presidente para a América Latina, Caribe e Espanha da GLI; e Vanessa Cabrera, diretora da Direção de Controle e Sanção da DGJCMT-MINCETUR. Os participantes debateram as causas do mercado ilegal, as ferramentas regulatórias disponíveis e as estratégias para fortalecer a canalização dos jogadores para o mercado regulado na região.
Quarta-feira 15 Jul 2026 / 12:00
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.