APAJO detecta 500 casos de promoção de jogo online ilegal em Portugal
Quinta-feira 10 de Setembro 2026 / 12:00
⏱ 2 min de lectura
(Lisboa).- A Associação Portuguesa de Apostas e Jogos Online (APAJO) identificou cerca de 500 casos de promoção de operadores de jogo online ilegais durante o Mundial de 2026, com as redes sociais concentrando 90,4% das ocorrências registradas.
Redes sociais concentram a promoção de operadores ilegais
Os casos foram identificados no âmbito da campanha VAR Mundial, iniciativa criada pela APAJO para monitorar e denunciar a promoção de plataformas de apostas e jogos online sem licença em Portugal durante a competição mundial.
De acordo com os dados divulgados, as redes sociais foram o principal canal utilizado para a promoção dos operadores ilegais, representando 90,4% dos casos detectados pela associação.
A campanha permitiu reunir evidências relacionadas a diferentes formatos de publicidade e promoção, incluindo publicações em plataformas digitais, banners e conteúdos associados a influenciadores.
Influenciadores promoveram 41 marcas
Entre os casos identificados, a APAJO apontou a participação de 34 influenciadores, responsáveis pela promoção conjunta de 41 marcas de operadores ilegais.
O dado reforça a importância das redes sociais na estratégia de aquisição de usuários utilizada por operadores que não possuem autorização para atuar no mercado português. Para o setor regulado, a atuação de influenciadores representa também um desafio de fiscalização, especialmente diante da velocidade de disseminação dos conteúdos digitais.
A iniciativa da APAJO buscou justamente ampliar a identificação desse tipo de atividade durante um período de elevada exposição das apostas esportivas, como o Mundial.
APAJO reforça alerta sobre jogo online ilegal
A associação considera que o volume de ocorrências registrado durante a competição evidencia a necessidade de uma resposta mais efetiva das autoridades portuguesas diante da promoção de operadores não licenciados.
O monitoramento não se concentrou exclusivamente nos sites dos operadores, mas também nos canais utilizados para divulgar suas marcas e direcionar potenciais jogadores às plataformas.
Nesse contexto, a participação de influenciadores e a utilização das redes sociais aparecem como elementos centrais para a expansão da oferta ilegal, permitindo que conteúdos promocionais alcancem diretamente os consumidores.
Mercado regulado enfrenta desafio digital
Em Portugal, a oferta legal de apostas e jogos online depende de licença emitida pelo Serviço de Regulação Inspeção de Jogos (SRIJ). Os operadores que atuam sem autorização ficam fora do sistema regulatório e das obrigações aplicáveis ao mercado licenciado.
A identificação de 500 casos durante o Mundial coloca novamente em evidência o desafio de combater o jogo online ilegal em um ambiente digital no qual a publicidade pode circular rapidamente por diferentes plataformas e perfis.
Para a indústria regulada, o controle da promoção de operadores sem licença é parte importante da proteção do mercado legal e dos mecanismos de fiscalização aplicados ao setor de apostas e jogos online em Portugal.
Categoría:Otros
Tags: Sin tags
País: Portugal
Región: EMEA
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