Campanha de Flávio Bolsonaro avalia proibição das bets
Quarta-feira 19 de Agosto 2026 / 12:00
⏱ 3 min de lectura
(Brasília).- A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro ainda não definiu se defenderá a proibição total das apostas esportivas e dos jogos on-line no Brasil. O deputado federal Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa, afirmou que uma eventual revisão do marco regulatório deverá estabelecer medidas mais rígidas para limitar os impactos da atividade sobre a população.
Campanha discute futuro da regulamentação das bets
As declarações foram feitas na terça-feira (18), em Brasília, durante um evento promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs).
Gaspar criticou a regulamentação implementada durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e defendeu uma revisão das regras atualmente aplicadas ao mercado de apostas.
Apesar das críticas, o candidato a vice-presidente afirmou que a campanha de Flávio Bolsonaro ainda não possui uma decisão sobre a possibilidade de proibir integralmente as bets.
Revisão das regras pode incluir medidas mais rígidas
Segundo Gaspar, a prioridade neste momento seria avaliar os efeitos da regulamentação e definir quais mudanças seriam necessárias para aumentar a proteção das famílias brasileiras.
“A gente não tem tudo pronto na ponta da língua. A gente tem o que vai corrigir”, afirmou.
O deputado acrescentou que a campanha pretende “corrigir o que está acontecendo nessa regulamentação absurda da jogatina desenfreada”.
A proposta, segundo o candidato a vice, deverá considerar a dimensão dos impactos das apostas sobre a população e poderá resultar em uma intervenção mais ampla no atual modelo regulatório.
Alfredo Gaspar questiona impacto das apostas
Durante o evento, Gaspar associou a regulamentação das bets a impactos econômicos e sociais que, em sua avaliação, exigiriam uma mudança de abordagem por parte do governo.
O parlamentar citou o valor de R$ 62 bilhões como recursos que teriam sido retirados de brasileiros que precisam do dinheiro para despesas básicas, como alimentação e medicamentos.
Ele também atribuiu ao atual modelo regulatório consequências sobre a saúde mental dos brasileiros.
“Quem regulamentou a jogatina no Brasil tem nome e sobrenome: o governo do PT. Qual a consequência? R$ 62 bilhões retirados de quem precisa comprar comida, remédio, sustentar minimamente e de forma digna a família. Quem destruiu a saúde mental do brasileiro com a jogatina? A regulamentação feita pelo governo Lula.”
Críticas ao modelo implementado pelo governo Lula
Na avaliação de Gaspar, a regulamentação não teria sido suficiente para conter os efeitos negativos associados ao crescimento das apostas esportivas e dos jogos on-line.
O candidato a vice afirmou que será necessário estabelecer um “freio de arrumação” e dimensionar a resposta regulatória de acordo com o impacto da atividade sobre a sociedade.
Proibição total das bets ainda não está definida
Embora a possibilidade de proibir completamente as apostas faça parte da discussão dentro da campanha, Gaspar ressaltou que ainda não existe uma posição definitiva sobre o tema.
A indefinição deixa em aberto diferentes cenários para o mercado de apostas caso a chapa avance na disputa presidencial, desde uma revisão significativa das regras atuais até medidas mais restritivas sobre a operação das plataformas.
O discurso apresentado até agora concentra-se na necessidade de rever o modelo vigente e ampliar os mecanismos de proteção aos usuários, sem detalhar quais regras seriam alteradas ou qual seria o alcance de uma eventual nova política para as bets.
Campanha promete avaliar a dimensão da mudança
Gaspar afirmou que a revisão deverá ser proporcional ao problema identificado e que a campanha pretende definir a extensão das mudanças necessárias posteriormente.
A discussão coloca novamente a regulamentação das apostas esportivas no centro do debate político brasileiro, especialmente em um cenário no qual o mercado regulado convive com desafios relacionados à proteção dos apostadores, publicidade, jogo responsável e combate às plataformas ilegais.
Categoría:Otros
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País: Brasil
Región: Sudamérica
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