Esporte reage a corte na verba das bets prevista na PEC
Terça-feira 01 de Setembro 2026 / 12:00
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(Brasília).- Entidades esportivas, atletas e dirigentes intensificaram nesta terça-feira (1º) a mobilização em Brasília contra a redução dos recursos provenientes das apostas esportivas destinados ao esporte brasileiro. A mudança está prevista na PEC da Segurança Pública, aprovada pela Câmara dos Deputados, e poderá reduzir de 12% para 8,4% a parcela das receitas das apostas de quota fixa destinada às áreas sociais, incluindo o esporte.
Bets podem reduzir repasses destinados ao esporte
Pelo texto aprovado pela Câmara, parte dos recursos atualmente destinados às áreas sociais seria redirecionada para fundos vinculados à segurança pública.
No setor esportivo, a alteração gera preocupação diante do impacto potencial sobre programas de formação, desenvolvimento e preparação de atletas. A estimativa apresentada pelas entidades é de uma redução de aproximadamente R$ 500 milhões por ano nos recursos destinados ao esporte.
O debate envolve diretamente o modelo de distribuição da arrecadação das apostas de quota fixa, que passou a representar uma fonte relevante de financiamento para diferentes áreas após a regulamentação das bets no Brasil.
Recursos das apostas financiam formação de atletas
Segundo as entidades esportivas, os recursos provenientes das bets têm uma função que vai além do financiamento de competições.
Parte desses valores contribui para a manutenção de estruturas de treinamento e para programas voltados à formação de atletas, especialmente nas categorias de base. A preocupação é que uma redução dos repasses afete a capacidade dos clubes de identificar, desenvolver e preparar novos talentos.
Os efeitos também poderiam alcançar a preparação de atletas para competições nacionais e internacionais.
CBC articula mobilização em Brasília
A mobilização é liderada, entre outras entidades, pelo Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), que intensificou o diálogo com parlamentares e representantes do setor esportivo para chamar atenção aos possíveis efeitos da proposta.
O presidente do CBC, Paulo Maciel, defendeu a manutenção dos recursos destinados ao esporte e afirmou que a discussão não deveria ser tratada como uma escolha entre políticas públicas.
“Não se trata de escolher entre esporte e segurança pública. O País precisa das duas políticas. O que não se pode admitir é que o fortalecimento de uma área ocorra com a retirada de recursos que sustentam a formação esportiva e o trabalho diário dos Clubes”, afirmou.
Atletas olímpicos participam das ações
A articulação em Brasília também conta com a participação de nomes de destaque do esporte olímpico brasileiro.
Entre os embaixadores do CBC envolvidos na mobilização estão Lars Grael, Magic Paula, André Heller, Maurren Maggi e Emanuel Rego.
A presença dos atletas busca ampliar a visibilidade do debate sobre a destinação da arrecadação das apostas esportivas e os possíveis efeitos da mudança sobre a estrutura de formação esportiva no país.
Clubes alertam para impacto sobre novos talentos
Presidentes de clubes responsáveis pela formação de atletas olímpicos também participam das conversas com parlamentares.
A estratégia das entidades é demonstrar que os recursos das apostas de quota fixa possuem impacto direto sobre a estrutura esportiva brasileira. Além do apoio a competições, os valores ajudam a financiar instalações, treinamento e projetos destinados à descoberta e preparação de atletas.
Para o setor, uma redução significativa dos repasses poderia comprometer especialmente programas de longo prazo, cujo desenvolvimento depende de financiamento contínuo.
Debate sobre a arrecadação das apostas avança no Congresso
A discussão sobre a PEC da Segurança Pública coloca novamente em evidência a destinação da arrecadação gerada pelo mercado regulado de apostas esportivas no Brasil.
Enquanto o texto aprovado pela Câmara prevê o redirecionamento de parte desses recursos para a segurança pública, entidades esportivas defendem a preservação do percentual atualmente destinado ao esporte e às demais áreas sociais.
O tema deverá continuar no centro das negociações em Brasília, diante do impacto potencial da mudança tanto sobre o financiamento público quanto sobre a cadeia esportiva vinculada aos recursos das bets.
Categoría:Otros
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País: Brasil
Región: Sudamérica
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