Operação do MPRN investiga bets ilegais que podem movimentar bilhões
Quinta-feira 18 de Junho 2026 / 12:00
⏱ 3 min de lectura
(Natal).- O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta quinta-feira (18) a operação “Conto da Sorte”, uma investigação voltada a um suposto esquema de exploração irregular de apostas de quota fixa e jogos de azar online. A ação, realizada em conjunto com a Receita Federal, ocorre simultaneamente nos estados de Pernambuco, São Paulo e Ceará e tem como foco uma organização suspeita de movimentar bilhões de reais por meio de plataformas que operariam fora das exigências regulatórias brasileiras.
Investigação apura atuação de plataformas de apostas sem autorização
De acordo com o MPRN, a operação busca reunir provas sobre uma estrutura que teria explorado o mercado de apostas online sem a devida autorização. As investigações tiveram origem em uma análise técnica conduzida pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, que identificou indícios de irregularidades no funcionamento das plataformas investigadas.
Segundo os investigadores, a organização sob apuração seria capaz de movimentar grandes volumes de recursos financeiros por meio de operações realizadas em ambiente digital. Embora as autoridades ainda não tenham divulgado números oficiais, a suspeita é de que o grupo tenha alcançado cifras bilionárias ao longo de suas atividades.
A iniciativa reforça os esforços das autoridades brasileiras para combater operadores que atuam fora do ambiente regulado. Com a implementação das novas regras para o setor de apostas de quota fixa, órgãos de fiscalização têm intensificado o monitoramento de empresas suspeitas de oferecer produtos de apostas sem autorização ou em desacordo com a legislação vigente.
Crimes investigados incluem lavagem de dinheiro e exploração de loterias não autorizadas
Segundo o Ministério Público, os alvos da operação são investigados por uma série de delitos relacionados à atividade das plataformas. Entre os crimes apurados estão lavagem de dinheiro, induzimento à especulação, exploração de jogos de azar, exploração de loteria não autorizada, associação criminosa e crimes contra as relações de consumo.
As autoridades suspeitam que a estrutura investigada tenha sido criada para movimentar recursos de forma irregular, utilizando plataformas digitais para captar usuários e realizar operações financeiras em larga escala. Essa hipótese motivou a atuação conjunta da Receita Federal nas diligências realizadas durante a operação.
Mercado regulado acompanha avanço das ações contra operadores ilegais
A operação “Conto da Sorte” representa mais uma frente de atuação dos órgãos de fiscalização contra o mercado ilegal de apostas online. O crescimento do segmento regulado no Brasil elevou a pressão sobre operadores clandestinos que continuam oferecendo serviços sem licenciamento ou sem cumprir as exigências impostas pelas autoridades.
Para empresas licenciadas e demais participantes da indústria de iGaming, o combate às plataformas ilegais é considerado essencial para fortalecer a integridade do mercado, ampliar a proteção dos consumidores e reduzir riscos relacionados à lavagem de dinheiro. A capacidade de determinados grupos de movimentar valores expressivos fora dos mecanismos de controle regulatório é vista como uma das principais preocupações do setor.
Expansão do iGaming aumenta a fiscalização
Nos últimos anos, a expansão das apostas esportivas e dos jogos online no Brasil levou órgãos federais e estaduais a reforçarem as ações de monitoramento e fiscalização. O objetivo é identificar operações clandestinas, impedir que organizações criminosas consigam movimentar recursos de origem ilícita e assegurar que a oferta de apostas ocorra dentro dos parâmetros estabelecidos pela regulamentação.
Até o momento, o MPRN não divulgou informações sobre o número de mandados cumpridos, os valores efetivamente envolvidos no esquema investigado ou a identidade dos suspeitos. Novos detalhes deverão ser anunciados à medida que as investigações avancem. A operação segue em andamento e poderá trazer novos desdobramentos para o mercado brasileiro de apostas online nos próximos dias.
Categoría:Otros
Tags: Sin tags
País: Brasil
Región: Sudamérica
Eventos
PERU GAMING SHOW – PGS 2026
17 de Junho 2026
Capacitação e jogo responsável: chaves para a indústria de jogos em PGS 2026
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- A importância da capacitação, da prevenção e das ferramentas tecnológicas para promover o jogo responsável foram os principais eixos da conferência “O Valor do Jogo Responsável nas Operações de Jogos de Azar”, apresentada durante o Peru Gaming Show (PGS) 2026 por Fernando Calderón Castro, presidente da Sociedade Nacional de Jogos de Azar (SONAJA). O encontro reuniu representantes da indústria para analisar os desafios atuais do setor e as estratégias necessárias para garantir operações mais seguras, transparentes e sustentáveis.
LSports no Peru Gaming Show: fortalecendo presença e abrindo novas oportunidades
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- O Peru Gaming Show nunca foi apenas sobre o estande. Para a LSports, o objetivo era marcar presença em um mercado onde estar presente ainda faz a diferença — e sair do evento com muito mais do que uma lista de contatos. Federico Brancato, Gerente de Vendas para a região LATAM, chegou a Lima com uma visão clara sobre o que os operadores desta parte da América Latina mais precisam neste momento. O que encontrou confirmou essa percepção.
Regulamentação e mercado ilegal na América Latina: desafios e soluções
(Lima, Exclusivo SoloAzar).- No âmbito das conferências do Peru Gaming Show (PGS) 2026, importantes representantes da indústria de jogos analisaram um dos principais desafios enfrentados atualmente pelos mercados regulamentados da América Latina: o crescimento do jogo ilegal. O painel "Regulamentação e mercado ilegal: desafios e soluções" reuniu Carlos Fonseca, CEO da Gaming Law, como moderador; Neil Montgomery, sócio fundador da Montgomery & Associados; Tatiana Vásquez, sócia fundadora da Vázquez Asociados; Karen Sierra Hughes, vice-presidente para a América Latina, Caribe e Espanha da GLI; e Vanessa Cabrera, diretora da Direção de Controle e Sanção da DGJCMT-MINCETUR. Os participantes debateram as causas do mercado ilegal, as ferramentas regulatórias disponíveis e as estratégias para fortalecer a canalização dos jogadores para o mercado regulado na região.
SUSCRIBIRSE
Para suscribirse a nuestro newsletter, complete sus datos
Reciba todo el contenido más reciente en su correo electrónico varias veces al mes.